.:| Neguinha Suburbana |:.
Coisas da vida, artesanato, fotografia e meio ambiente

Versão 3.2/2008: Tudo na vida é uma questão de prioridade, comedimento e tolerância.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Ainda sobre comida [mas também sobre objetivos]
Em abril (não falei que eram posts velhos?) fui dar aula no IPE, em SP, e pra variar cheguei muuuuuito cedo no Galeão. Até precisava revisar uns textos da aula, mas não estava com a menor paciência. Aí resolvi ir até a livraria pra ver se encontrava alguma revista interessante. Dei de cara com um livro que eu não conhecia ainda, mas que despertou a minha curiosidade na hora. Não só porque a capa era linda e chamava mesmo a atenção, mas também porque as letras miúdas diziam: 365 dias, 524 receitas e 1 cozinha apertada.

Me refiro a Julie & Julia, de Julie Powell. Nem hesitei: comprei na hora.

O negócio é o seguinte. Julie Powell estava entediada da vida, insatisfeita com o emprego chato, deprimida, e resolve ir passar uns dias na casa da mãe, onde dá de cara com o já velho conhecido primeiro volume de Mastering the art of french cooking, da chef norte-americana Julia Child. Na infância e adolescência nunca deu muita atenção ao livro, já despencando, mas começa a ler as receitas e fica encantada pela forma como Julia descreve os procedimentos. Julie então rouba o livro da mãe e decide fazer as receitas do livro, as 524!
Ela dá início então ao Projeto Julie/Julia, com o apoio do marido, pois acha que o que lhe faltava era um objetivo. Ela decide, então, criar um blog para fazer disso um compromisso.
Não vou contar aqui o desenrolar, até porque vocês podem acompanahar as postagens dela. O fato é que toda a história originou um livro muito divertido, que eu recomendo a todos que gostam de cozinhar e comer.

Julie Powell mantém um blog divertido, o What Could Happen? e seu livro está sendo transformado em filme lá em Hollywood, com Maryl Streep no papel de Julia Child e Amy Adams no papel de Julie, com estréia prevista para 2009.

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Você pode ler uma boa resenha do livro AQUI.
No link do livro ali em cima dá pra ler um pedacinho do livro.
Breves informações sobre o filme AQUI.

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quinta-feira, 17 de julho de 2008
I love to cook
Poucos dias de recesso, mas tô colocando meu fogão novo pra trabalhar! :-)

Esta semana já fiz:
- Filet de frango com molho de mel, laranja e gengibre
- Arroz cremoso com alecrim
- Pão de ervas (viva a minha máquina de pão!)
- Panquecas de carne (beeeeem temperadinha; *ele* disse que parecia recheio de empanadas argentinas e eu tomei como elogio, hehe)
- Panquecas de frango com requeijão
- E hoje, no fogão, feijão mulatinho. Modéstia lá em Marte , meu feijão é muito bom!

E no meio disso tudo, ainda continuo trabalhando!
Agora só falta voltar a costurar pra eu achar que a minha vida tá normal! rs

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quarta-feira, 16 de julho de 2008
Que absurdo!
Olha só, a pessoa resolve tirar uma tarde pra cuidar de si, passa uma make-up básica, a pessoa vai ao salão, coisa que ela não faz nunca, a pessoa corta o cabelo [tudo bem que não foi uma mudança radical, mas poxa...], faz uma escova, sai do salão se sentindo estrela de cinema em comercial de xampu, a pessoa faz as unhas [pasme], pinta com cor de mulher decidida [don't ask], coloca um sorrisão, e NINGUÉM PERCEBE!

Depois ninguém entende porque eu prefiro entrar no salão e dizer: TOSA!

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terça-feira, 22 de abril de 2008
Irritando Neguinha Suburbana

* Tem sido muito irritante tossir, tossir, tossir. Esta madrugada eu contei: 1h20 sem parar.
* Foi muito irritante ficar sem voz. Agora estou apenas "sexy".
* Tem sido extremamente irritante ter insônia [por causa dos remédios pra laringite]. Esta noite eu não preguei os olhos. Quando consegui dormir um pouco, Ana Maria Braga já estava dando bom dia aos seus telespectadores.
* Mais irritante ainda é saber que ainda tenho mais uns 3 ou 4 dias assim pela frente.

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* Transformei minha insônia em produção, assim dei uma boa adiantada nas encomendas pendentes e agora sei que vou conseguir entregar tudo em dia. Ufa.

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* Em compensação, terei que acabar hoje ainda a aula que vou dar amanhã.

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* Sei que tenho estado super ausente, mas logo logo estaremos na casa nova e aí as coisas voltam a um ritmo normal. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo é legal, mas às vezes [o corpo] cansa [vide minha uma semana de laringite].

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* Agora deixa eu ir que ainda tenho um avião pra pegar. Até quinta.

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quinta-feira, 10 de abril de 2008
...
Eu estou fazendo mil coisas ao mesmo tempo. Eu sei, já disse isso.
Tenho mil motivos pra estar estressada. E estou, efetivamente. Não há um músculo entre o pescoço e a lombar que não estejam duros e doloridos. Isso sem contar as dores de barrigas, as crises de choro e a insônia.
Tenho todos os motivos pra estar de péssimo humor. E por incrível que pareça eu não estou. Ainda. É claro que isso à custa de muita concentração, pra tentar ver que no fim desta turbulência toda haverá um saldo positivo, mesmo que agora tudo pareça negro e nebuloso.
Gostaria de continuar assim, sendo positiva. Assim sendo, gostaria da cooperação do mundo nos seguintes itens:

* Por favor, mundo, não me apresente mais nenhuma urgência financeira. As coisas por aqui estão pretas e eu tô tentando segurar a onda o máximo que eu posso.

* Eu não tenho que me responsabilizar pela incompetência alheia. Por favor, mantenha sua incompetência longe de mim, pelo menos nas próximas duas semanas.

* Sabe essa coisa de trabalho em equipe? Pois é, nem todo mundo sabe. Mas insistem em querer fazer sem estar dispostas a arcar com responsabilidades e prazos e respeito aos colegas. Você aí, que se candidatou pra trabalhar em equipe, cumpra o que prometeu. Ou pelo menos não atrapalha.

* Por favor, alguém com habilidades mágicas conjure um feitiço Protego para que um escudo permanente seja erguido entre mim e o mau humor do mundo. Essa *&¨&%$ pega e eu estou particularmemte suscetível.

Que isso se estenda aos que estão à minha volta passando por situações semelhantes, tá? Não sou egoísta e não quero que o estômago de mais ninguém doa como o meu.

ohhhhhhhhmmmmmmmmmm ooohhhmmmmmmmmmmmm [concentra] [medita] [abstrai]
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Moniquinha me passou um outro meme (urgh! Já tô com alergia a este nome... acho que prefiro corrente mesmo! rs) e eu vou postar aqui (viu, Moniquinha, não briga comigo!) em breve. Só preciso acabar pelo menos duas das oitocentas coisas que eu tenho pra fazer até domingo.

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segunda-feira, 7 de abril de 2008
Momento Rei Leão: 'The circle of life'
Ando introspectiva. Há muitas coisas acontecendo comigo ao mesmo tempo. Sinto que um ciclo está se fechando e um novo está se abrindo, cheio de novos desafios, perspectivas, mudanças. Em geral, as pessoas se abatem com mudanças bruscas. Eu gosto. Dizem que isso está ligado ao meu signo: sagitário, amante da liberdade. Não sou tão desgarrada assim, gosto de estar presa a certas coisas, mas de tempos em tempos tem que haver um maremoto, senão é só solidão. Felizmente ele chegou. E trouxe raios, trovões, ventania. Do jeito que eu gosto. Tudoaomesmotempoagora. Tô cheia de desafios, cheia de compromissos, cheia de prazos, cheia de mudanças (concretas e simbólicas), cheia de grandes decisões, cheia de riscos a correr, cheia de pagar pra ver no que vai dar. Tá tudo misturado, em ebulição. Às vezes, quando eu acordo no meio da noite, fico pensando que não vou conseguir, não vou dar conta. Depois percebo que é nesses momentos - de extrema pressão - que eu sou mais feliz. Ando bem humorada, feliz no trabalho, feliz em casa, feliz no amor, feliz da vida. Certamente muitos não compreenderão, mas nem precisa. Nem tudo é entendido, por mais que seja explicado. Então, bora rasgar papel, dar o que não serve mais, encaixotar o presente e rearrumar o futuro.

Como infelizmente não estudei em Hogwarts, as mudanças na minha vida, embora rápidas, não são instantâneas. Mudar - seja concreta ou simbolicamente - demanda tempo e transpiração.

Eu volto.

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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Sim, eu também tenho músculos!
(clique para ampliar)

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quinta-feira, 29 de novembro de 2007
- Hoje e amanhã -





















Dias de amor

31 meses
&
14 meses

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terça-feira, 6 de novembro de 2007
Dicas de livros [para ecólogos]
Com essa história de concursos, volta ao trabalho, novos estudos, voltei a ficar animada com a minha carreira. Claro que as ilusões todas se perderam com o tempo. Claro que eu continuo querendo fazer mil coisas, ser mil coisas. Claro que eu quero mudar de emprego e continuo pensando em mudar radicalmente. Mas é bom sentir que ainda há tempo de sair do limbo.

Por isso, muitas coisas atrasadas estão sendo colocadas nos seus devidos lugares.

Nessa onda de [súbito e intenso] ânimo, pesquei coisas bem interessantes na Amazon, e minha wish list voltou a crescer. Pena que o salário não acompanha (quem sabem, quem sabe...). Aliás, fiquei pensando no Daniel, comprando os livros na fonte, com frete zero... *suspiro*

Lá vai:

- Occupancy Estimation and Modeling: Inferring Patterns and Dynamics of Species Occurrence (Darryl I. MacKenzie, James D. Nichols, J. Andrew Royle, Kenneth H. Pollock, Larissa L. Bailey, James E. Hines; 2005; Academic Press).

- Wildlife Demography : Analysis of Sex, Age, and Count Data (John R. Skalski, Kristin E. Ryding, Joshua Millspaugh; 2005; Academic Press).

- Conservation of Wildlife Populations: Demography, Genetics and Management (L. Scott Mills; 2008; Wiley). - Novíssimo! Quero muito!

- Wildlife Ecology, Conservation and Management (Anthony R. E. Sinclair, John M. Fryxell, Graeme Caughley; 2005; Wiley). - Importantíssimo para as minhas aulas!

- Connectivity Conservation (Kevin R. Crooks, M. Sanjayan, eds; 2006; Cambridge University Press). - Maravilhoso! (o preço acompanha, afe...)

- Habitat Fragmentation and Landscape Change: An Ecological and Conservation Synthesis (David Lindenmayer, Joern Fischer; 2006; Island Press).


Eu adicionei mais de 20 itens à minha wish list. Nestas horas é que eu sinto muita falta de uma booooa biblioteca...

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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

















Sete meses sem nem um resfriadinho sequer. Foi voltar pro localdetrabalho e tchum! A rinite veio me visitar com tudo. Eu não consegui nem ver a placa do caminhão...

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quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Viva Cosme e Damião!






Lá no céu tem três estrelas
Todas elas são pequeninas
Lá no céu tem três estrelas
Todas elas são pequeninas
Duas são cosme e damião
a outra é mariazinha











Quando eu era criança, esse era um dos dias mais aguardados do ano, quase tanto quanto o dia das crianças. Eu ia pra casa de uma amiga da escola, que morava em Vista Alegre, e juntas saíamos à tarde, na companhia de sua mãe e seus irmãos, em busca das guloseimas que eram oferecidas pela grande maioria dos vizinhos. Minha mãe espalhava defumadores pela casa. Eu entrava em centros de umbanda e candomblé como se estivesse em casa, e estava. Todos entravam. [Pensando nisso, hoje, me parece que a tolerância religiosa era bem maior. Aliás, o que me parece é que quando eu era criança ninguém classificava ninguém de acordo com a religião. Mas pode ser que eu tenha essa impressão apenas porque era uma criança, não classificava ninguém, e achava que todo mundo era assim.]
No dia 27 de setembro o que interessava eram os doces, aquele saquinho encantado de onde saíam as melhores guloseimas do mundo. Suspiro, doce de abóbora, balas e mais balas, pirulitos, "cocô de rato". Menos maria mole. Maria mole eu não gostava e trocava por "cocôs de rato". E era saquinho que não acabava mais. Era doce pra um mês, mas eles só duravam alguns dias.
Aqui, neste lado do túnel onde moro há alguns anos, me parece que não há essa tradição, que deve ter sido trocada pelo "halloween". Eu gostaria que meus filhos, se eles vierem algum dia, eu gostaria mesmo que eles pudessem passar os dias 27 de setembro do lado de lá.

Ah sim, pelamordedeus, alguém me arruma um saquinho de doce? Unzinho só, por favoooooooooor!


Só quem acredita, vê
Essa vida é um doce
Mesmo se não fosse, eu seria assim
Sou menino brincalhão
encontrei a chance bem ao meu alcance
e agarrei prá mim (eu dou...)

Doum, viva Cosme e Damião (Doum)
Doum, viva Cosme e Damião
(viva Cosme e Damião)
Viva Cosme e damião, Doum
Doum, viva Cosme e Damião

O que importa é que a gente miúda
me trouxe ajuda quando precisei
O que prego nas minhas andanças
é que só as crianças me ditam a lei
Assim me sinto protegido, ungido
com a viscosidade de fé
Sua benção é presença imensa
que vença com a crença
quem tem seu axé (eu dou...)

A vida tão amargurada
essa gurizada me fez renascer
Hoje sou cobra criada, salva e beijada
Falange de Erê
27 de setembro eu sempre me lembro
não esqueço de dar
cocada, passoca, suspiro, pipoca
bolo, bala, bola, cuscuz e manjar (eu dou...)

(Falange do Erê - Jorge Carioca, Arlindo Cruz e Aluísio Machado)

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segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Banzo pós-maratona de provas
Nunca mais repito isso. Duas provas longas no mesmo dia é quase suicídio. Você faz a primeira preocupada com a hora da segunda, e faz a segunda morta de cansaço. O raciocínio vai pro brejo (não que isso seja exatamente necessário), a concentração vai pro brejo, a paciência vai pro brejo, e tudo o que você estudou vai pro brejo junto. E os vírus e bactérias mais espertinhos tomam conta de você...

Sorte
Pelo menos em casa me esperando tinha ele, um sorriso e um mooooontão de amor. Ô sorte!
:-)))

Concursos pra quem?
Minha tese está comprovada: não querem ninguém que raciocine. Eles não querem ninguém que seja efetivamente capaz de resolver problemas, ou de questionar. Eles querem alguém que seja capaz de decorar um manual, aquele mesmo que estará sempre à mão na gaveta. Vou ter que me adaptar.
Aliás, não consegui trazer nenhuma das duas provas, mas como a primeira era pequena, eu consegui me lembrar de quase tudo o que eu respondi, e sim, fui bastante bem, melhor do que eu imaginava. Se essa prova fosse daqui a um mês, com a quantidade de material que eu tenho agora em casa e que eu poderia acabar de devorar até lá, eu chegaria muito perto de gabaritar. Sim, há uma luz no fim do túnel. Michele tem razão, minha hora vai chegar.
E a propósito, vou ajudar a anular uma questão. Se enrolaram tanto na decoreba, que não havia nenhuma resposta certa. Percebi isso ontem, e acabei de confirmar.

6 meses
Já se foram seis meses desde que eu passei pela retífica de joelho. Eu achei que a esta altura do campeonato eu já estaria correndo, pulando e sambando. Ainda estou a alguns meses disso, infelizmente. É tudo muito mais lento do que eu poderia imaginar. Foram seis meses meio esquisitos, pra mim e pra todo mundo à minha volta, certamente. Mas tá acabando, já vai passar. Na semana que vem, minha "vida normal" está de volta. Afe...
E até o carnaval, estará tudo no lugar, hehehehe...

Casamento
Casamento de "irmão caçula" é sempre assim?? Quase desidratei! rs
Foi muuuito bom rever amigos, colocar o papo em dia e ser testemunha do amor de pessoas tão queridas.
Tive esperança de que MM se sensibilizasse, mas não colou! Nao custava nada tentar, não é mesmo? (hihihihi)
Ainda não baixei as fotos, mas tem um moooonte.

Intervalo
Esta semana será dedicada a um pouco de descanso (eu mereeeeeeço), acabar as encomendas e organizar a minha vida para a volta ao trabalho.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Noite de sexta no Copacabana Palace
















- Eu poderia falar do frio na espinha que deu, quando aquele convite chiquérrimo chegou aqui em casa. Festa no Copacabana Palace para os autores convidados e seus respectivos acompanhantes. Passeio Completo.

- Eu poderia falar do pânico quando caiu a ficha de que eu deveria ir de vestido longo, e ele, de terno. Coisa rara: em 2 anos e meio só o vi de terno uma vez. Adoro homem de terno, e ele comprou um lindo, novo, nas suas medidas. Eu tinha um único vestido longo e nenhum dinheiro para comprar outro se precisasse.

- Eu poderia falar do desespero/frustração quando experimentei o vestido duas semanas antes e constatei que os quilos adquiridos - involuntariamente - depois da cirurgia não me faziam ficar tão chique dentro dele como em outras épocas.

- Eu poderia falar da tensão quando, dois dias antes, eu me dei conta de que não tinha mais sapato para usar com o vestido, já que eu me livrei de tudo o que me causava dor nos joelhos.

- Eu poderia falar da alegria de constatar que em duas semanas eu havia perdido mais de um quilo (mais de 3 no último mês) e que talvez não ficasse assim tããão ridícula dentro do vestido, ainda mais contando com a ajuda de alguns "acessórios femininos modernos" para melhorar problemas femininos modernos (o shortinho! rs).

- Eu poderia falar da minha cara de babona quando, no dia da festa, fomos buscar o terno dele, já ajustado, na loja. Me dei conta naquele momento do quão lindo ele ficaria dentro daquela roupa. Nem sei se pela roupa em si ou pelo fato de eu não vê-lo nunca dentro dela. Ou talvez pelo fato de que o tempo passa e eu continuo achando ele lindo. Ou porque vestir um longo, com ele de terno, num lugar diferente seja uma pitada de romantismo absurdamente necessária num casamento. O fato é que eu fiquei babando.

- Eu poderia falar da emoção de, na sapataria, calçar uma sandália de salto e perceber que eu ainda sabia usar aquilo, que minhas pernas poderiam aguentar e que o joelho que doía era o outro, o que tinha o direito de doer.

- Eu poderia falar da maravilhosa sensação de ser mulherzinha depois de fazer as unhas, de passar horas olhando pra elas, vendo o contraste dela com a minha pele, com as roupas, como o espelho refletia o chocolate quente que brilhava nos meus dedos.

- Eu poderia falar da agonia de passar a tarde toda lá longe, no Riocentro, de debate em debate, de stand em stand, enquanto eu poderia estar em casa passando cremes e me preparando para a festa.

- Eu poderia falar da minha euforia em me arrumar, secar o cabelo, me maquiar, colocar lentes, me olhar duzentas vezes no espelho, enquanto ele reclamava do fato de ter que usar gravata e da calça que não tinha ficado lá certinha ou do sapato que não tinha ficado tão bom quanto ele imaginava.

- Eu poderia falar da vontade de sair correndo pelas escadas do salão do Copacabana Palace como se eu morasse lá, como se fosse a festa do meu aniversário. Ou, mais provável, como se eu nunca mais pudesse entrar lá e tivesse poucas horas pra imaginar coisas.

- Eu poderia falar da alegria de encontrar amigos, alguns tão iniciantes como eu, olhando cada detalhe do salão, cada coluna, deslumbrado com aquele pé direito, e outros iniciados, habitués do CP, que ficaram contando histórias de festas, bailes e jantares, sempre chiques, nunca bregas.

- Eu poderia falar de como é sempre bom uma taça de espumante (e como dezenas são ainda melhores) ou como são boas as festas com o Janot. Ou ainda de como as pessoas exageram no figurino pra mais ou pra menos, indo de vestidos dignos de Carmem Miranda a calça jeans daquelas que não se sabe como a pessoa entrou (e que fazem a mesma "pagar cofrinho").

- Eu podia falar em como ele fica ainda mais lindo, ainda mais carinhoso e muito romântico quando vamos a festas, e como eu desejo a noite inteira que aquelas horas não acabem.

- Eu poderia falar no dia seguinte, em que eu acordei ainda bêbada, feliz por ter resistido, por ter dançado de saltinho e ter tido de saldo apenas um leve inchaço - natural - no joelho operado, feliz por aquele sorriso de todas as manhãs ao meu lado, feliz por ter colocado o papo em dia, por ter feito amigos, e um pouco enjoada por não ter comido muito.

- Eu poderia falar de tudo isso, mas eu vou falar que a coluna da amiga Rô no Bolsa de Mulher tá muito mais legal! Vai lá conferir!

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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
28 hoje, 11 amanhã

















Minha cor
Minha flor
Minha cara

Quarta estrela
Letras, três
Uma estrada

Não sei se o mundo é bão
Mas ele ficou melhor
Quando você chegou
e perguntou:
Tem lugar pra mim?

Espatódea
Gineceu
Cor de pólen

Sol do dia
Nuvem branca
Sem sardas

Não sei quanto o mundo é bão
Mas ele está melhor
Desde que você chegou
E explicou
O mundo pra mim

Não sei se esse mundo estã são
Mas pro mundo que eu vim já não era
Meu mundo não teria razão
Se não fosse a Zoe
você

(Espatódea - Nando Reis)

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terça-feira, 14 de agosto de 2007
Urgh! Dentista!
Quando eu tinha 18 anos eu sofri um "incidente" que me fez ir, durante mais de um ano, semanalmente ao dentista. Conheci quase todas as especialidades da odontologia, e passei por uma série de cirurgias, das mais simples às mais complicadas. Hoje, eu fico menos nervosa quando sento naquela cadeira que, aliás, é confortável pacas pra ver se você esquece todos os maus momentos que passa no consultório. Em vão.
Ontem eu fui ao dentista. Não tive medo quando ouvi o zuiiiiiiiiiiiiiiiim do motorzinho. Não quis sair correndo quando ele me futucou com todos aqueles objetos potencialmente perfurantes. Não quis vomitar quando senti o gosto daqueles ácidos/cimentinhos/colas/pastinhas.
Mas eu achei que ia enlouquecer quando ele me mandou morder um pedaço de algodão. Ohmygod, morder um pedaço de algodão? Onde já se viu isso? Quando meu dentinho encostou naquele pedaço de algodão eu senti cada pelinho do meu corpo se arrepiando, plim plim plim, a cada segundo mais cem pelinhos, plim plim plim, tentando não deixar a língua encostar no algodão, plim plim plim, que desespero! Foram três minutos que pareceram horas. E eu só conseguia pensar em lycra, pele ressecada, coton lycra, unha passando em tecidos, pessoas mordendo tecidos... UI! Só de pensar de novo nisso, plim plim plim!
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Como consolo, me lembrei que no sábado conheci outra pessoa que também plim plim plim. Eu achei que eu era a única. Ufa!

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Blá blá blá
Anotaí: a melhor caipirinha do mundo é a de melancia.
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Todo mundo tem dentro de si um monstro adormecido. O meu é do signo de áries. Meu monstro faz com que eu perca a compaixão, a tolerância, a paciência, faz com que eu rode a baiana, vire as costas, apague tudo. Eu sou uma pessoa ótima enquanto meu monstro dorme. Eu sou extremamente cruel quando ele acorda. Na semana passada, ele quase acordou. Foi por muito pouco. Se o galo cantasse mais alto, ele acordaria. Eu vi quando ele abriu um dos olhos. Imediatamente eu comecei a cantar todas as cantigas de ninar que eu conhecia, ate achar que ele estava dormindo outra vez. Ufa! Alguns dias depois eu abri a porta do porão só pra me certificar. Ele está lá dormindo, mas eu juro que ele está com um olho aberto e o braço esticado na direção da maçaneta. Estou tomando cuidado para afastar todos os galos e despertadores de perto dele. Passou, passou... Prefiro as coisas assim: só sorrisos, paz e muito amor.
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Como nem só de coisas ruins é feita uma semana, eu consegui dar uma sambadinha na sexta, cento e trinta e poucos dias depois. É óóóóbvio que me senti maravilhosa! Até juntinho com MM eu consegui dançar.
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Fisioterapia em dias alternados faz a semana render mais. E a fisio também. [E o sono também.] Gostei.
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Ah, sim, no sábado eu consegui dançar um pouco também, mas hip hop ainda é meio difícil. Exige distribuição desigual do peso do corpo às vezes, e ainda não dá pra fazer isso do lado direito. Mas eu chego lá!
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Ah! Existe uma esperança ainda em relação ao último concurso. Contando os dias pra ter certeza.
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Se eu só me vestir de preto nos próximos meses, não estranhem, não é depressão. É que preto emagrece.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2007
















É nas noites que eu passo sem sono
Entre o copo, a vitrola e a fumaça
Que ergo a torre do meu abandono
E que caio em desgraça
É nas horas em que a noite faz frio
E a lembrança ao castigo me arrasta
Solidão é o carrasco sombrio
E a saudade a vergasta
Se eu cantar a alegria sai falsa
Se eu calar a tristeza começa
E eu prefiro dançar uma valsa
Que ouvir uma peça
E eu recuo, eu prossigo e eu me agito
Eu me omito, eu me envolvo e eu me abalo
Eu me irrito, eu odeio, eu hesito
Eu reflito e me calo


Cão sem dono
(Sueli Costa e Paulo César Pinheiro)

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terça-feira, 7 de agosto de 2007
Frio
"Hoje eu vejo as coisas como são..."

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sexta-feira, 20 de julho de 2007
Aos meus amigos

















"Depois de algum tempo você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida."

FELIZ DIA DO AMIGO!

E feliz aniversário pro papi! :-)

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segunda-feira, 16 de julho de 2007
"Alive and kicking"
Vários dias fora, muitas coisas a contar, algumas a mostrar, um cadáver na geladeira, muito cansaço, estudos pra concursos, blogs para ler, vida voltando ao ritmo normal, dentista, perícia, preguiça, fisioterapia e o PAN pra acompanhar. As doses aqui no blog serão homeopáticas.
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Eu chorei na abertura do PAN quando a delegação do Brasil entrou. Tentei achar meu médico, mas não deu. Muita gente!
Eu não chorei quando o Diogo ganhou a primeira medalha de ouro porque tinha muita gente em volta.
Eu chorei hoje com a Jade.

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