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Coisas da vida, artesanato, fotografia e meio ambiente

Versão 3.2/2008: Tudo na vida é uma questão de prioridade, comedimento e tolerância.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Dia Mundial da Biodiversidade






















Dia da Biodiversidade: taxa de extinção é 100 mil vezes maior que natural

Rio - No Dia Mundial da Biodiversidade, comemorado nesta quinta-feira, 22 de maio, há pouco para comemorar. Estatísticas não faltam: A cada hora, quatro espécies são perdidas no mundo. A cada ano, 13 milhões de hectares de florestas, onde vivem cerca de 2/3 de todas as espécies terrestres, são destruídas – o equivalente a um terço do tamanho da Alemanha. No último século, 3/4 da diversidade genética de plantações foram perdidas. Atualmente, um em cada oito pássaros estão em risco de extinção.

“É uma tarefa de Hércules colocar a comunidade internacional e cada país no caminho certo da sustentabilidade”, disse o ministro do meio ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, que foi enfático ao afirmar que se este caminho não for seguido, o mundo irá falhar em alcançar a meta. Segundo Gabriel, a taxa de extinção hoje é de cem a mil vezes maior que a natural.

Em Bonn, na Alemanha, mais de cinco mil delegados e chefes de estado tentarão chegar a um acordo sobre como resolver a difícil equação de salvar espécies de plantas e animais das mudanças climáticas e poluição.

A prioridade da 9ª Convenção da Diversidade Biológica (CBD) é criar regras obrigatórias de acesso a recursos genéticos e divisão dos benefícios, um dos seus três objetivos, mas que desde a sua criação, há 15 anos, nunca ganhou um regime internacional. A COP9 iniciou na segunda-feira (19) e segue até o dia 30.

Mudança na mentalidade

O fundador do conselho ético World Future Council, Jakob von Uexküll, pediu aos Governos para fazer "uma mudança radical" em relação à proteção da natureza. O artífice do Nobel Alternativo afirmou que a crise alimentícia mundial é um "apelo de alerta" à comunidade internacional, ao fim do segundo congresso do conselho, que engloba cientistas, políticos e acadêmicos de todo o mundo.

Fundado há um ano, o World Future Council, com sede em Hamburgo (noroeste da Alemanha), é formado por especialistas internacionais e seu trabalho inclui buscar respostas à mudança climática e ao desenvolvimento sustentável das cidades e a agricultura.

"Não podemos continuar vivendo como se não houvesse amanhã. Sem uma mudança de perspectiva, não poderão se alimentar as gerações futuras. Devemos assumir nossa responsabilidade", afirmou. Jakob von Uexküll afirmou que as leis ambientais "não são de esquerda nem de direitas" e pediu à 9ª Conferência das Partes (COP9) da Convenção de Diversidade Biológica da ONU, realizada em Bonn até o dia 30, a "fundar novas alianças".

A Conferência das Partes é o órgão máximo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), primeiro acordo mundial que aborda integralmente todos os aspectos da biodiversidade, desde recursos genéticos até espécies e ecossistemas.

A biodiversidade, no entanto, está em tudo que é produzido no mundo e, por não ter que pagar nada para retirar da natureza tantos produtos e serviços, muitas vezes o homem não enxerga o verdadeiro valor deste bem.

(De O DIA ONLINE)
Todas as fotos: @ Flávia Rocha

1. Micoureus paraguayannus (Pontal do Paranapanema, SP)
2. Por do sol no Rio Paranapanema (SP)
3. Mosquinha (Picinguaba, SP)
4. Raízes aéreas do mangue (Picinguaba, SP)
5. Tartaruga Marinha (TAMAR, Ubatuba, SP)
6. Flor (Ubatuba, SP)
7. Retrato de lagarta (Pontal do Paranapanema, SP)
8. Garça na praia (Praia da Fazenda, Picinguaba, SP)
9. Borboleta (San Diego Zoo, EUA)

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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
O meme
Eu sabia que já tinha ouvido esta palavra em algum lugar, mas em outro contexto. Por isso aquilo me soou tão esquisito. Aí fui pesquisar, claro!

Um meme é como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada. O termo foi criado por Richard Dawkins, no seu brilhante O Gene Egoísta (que eu li num passado remoto e por isso o termo me pareceu familiar), escrito em 1976.

O meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma autopropagar-se. Podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. E viva a Wikipédia!

O negócio é o seguinte. Segundo a tese do Dawkins, possuímos dois tipos de processamento de informações: o genoma, que constitui a natureza biológica de todo ser vivo, e cujos genes são transmitidos de forma sexuada de geração em geração, pela sua replicação; e o cérebro e o sistema nervoso, que permite o processamento da informação cultural, que é transmitida por ensinamentos, imitação ou assimilação, e pode ser uma idéia, um conceito, uma técnica, uma habilidade, um costume etc.

Dawkins observou que as culturas podem evoluir de modo muito similar ao das populações naturais. Entre as gerações podem ser passadas idéias que podem aumentar ou diminuir a sobrevivência dos indivíduos que as obtêm e usam. A esse processo vem associado um mecanismo de seleção daquelas que continuarão a ser passadas às gerações futuras.

Ou seja, para Dawkins os memes também se replicam. A grande diferença em relação aos genes é que enquanto os cromossomos são unidades naturais e independentes de nossas ações, as dimensões culturais são construções nossas.

Um monte de outros autores se debruçou sobre estas teorias do Dawkins (que obviamente são muito mais complexas e discutidas do que um simples parágrafo como o acima), incluindo Edward O. Wilson. Ele adotou o termo "meme" como o melhor nome existente para a unidade fundamental de herança cultural e elaborou sobre o papel fundamental dos memes em unificar as ciências naturais e as sociais no seu livro A unidade do conhecimento: consiliência.

Existe toda uma ciência dedicada ao estudo dos memes, a “memética”. E você que se interessou pacas sobre isso, pode obter mais informações aqui.

(Eu adoro sociobiologia! Aliás, por que não temos mais aula de antropologia e sociologia na faculdade de Biologia, hein?)

Mas na internet, na prática, é só uma corrente mesmo, coisas que você julga serem interessantes e manda pra frente, um questionário que você responde e passa adiante, àqueles amigos que você acha que vão responder. Aí a gente pega emprestado um nome mais sofisticado pra você se sentir meio sem graça de não responder. E a gente acaba respondendo, né? Afinal, ninguém quer deixar um amigo chateado.

E aí, vai responder?

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Leituras recomendadas sobre os memes originais:
O gene egoísta (Richard Dawkins)
A unidade do conhecimento: Consiliência (Edward O. Wilson)

Fontes na internet:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme
http://es.wikipedia.org/wiki/Meme
http://www.logdemsn.com/2007/08/25/o-que-e-meme-como-e-por-que-surgiu/

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Álcool faz machos desejarem machos














Olha que interessante: uma pesquisa sobre efeitos do etanol no comportamento sexual de organismos, desenvolvida por um grupo da Universidade Penn State [que sonoridade!], nos Estados Unidos, mostrou que à medida que o consumo de etanol se torna mais freqüente, machos têm mais vontade de manter relações sexuais com outros machos.
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E não me venha com esta de que já está muito velho pra isso. A pesquisa também mostrou que com o avançar da idade os machos ficam mais "desinibidos" em relação ao mesmo sexo.
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Me pergunto: seria algum desejo enrustido ou apenas a prova daquele sábio pensamento "cú de bêbado não tem dono"?
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A notícia na íntegra você pode ler AQUI e AQUI.
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(Imagem: Bêbado circense, óleo sobre tela de Chico Eduardo)

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segunda-feira, 17 de setembro de 2007
- Divulgação científica -

O setor de extensão da Escola de Comunicação da UFRJ promove, a partir de hoje, uma série de palestras que fazem parte do projeto ECOS da Ciência - Colóquio de Comunicação e Ciência da UFRJ.

As palestras são gratuitas, e acontecerão todas as segundas-feiras, de 14h às 16h, até o dia 10 de dezembro. Vai ter muita gente boa e muita coisa interessante. A inscrição pode ser feita pela internet, pelo site da ECO, e você não precisa assistir a todas elas. Entretanto, quem participar de 80% do evento leva um certificado pra casa.




Abaixo vão os assuntos que serão tratados e seus respectivos palestrantes. Eu estarei lá.

17 de setembro - Panorama da Divulgação Científica
lldeu de Castro Moreira - Inst. de Física da UFRJ / MCT

24 de setembro - A ciência explicada aos pedestres: a comunicação da ciência para o entendimento público
Luiz Alberto Oliveira - CBPF / MCT

1 de outubro - Ciência como mito: a ciência como um dos mitos fundadores do pensamento
Paulo Vaz - Escola de Comunicação da UFRJ

8 de outubro - Jornalismo científico: a linguagem e o erro
Cássio Leite Vieira - Revista Ciência Hoje

15 de outubro - Imaginário científico e tecnologia no cinema
Ivana Bentes - Escola de Comunicação da UFRJ

22 de outubro - Comunicação e interculturalidade: encontro nas diferenças
Valter Filé - Pesquisador em Comunicação e Educação

29 de outubro - A cor inexistente: síntese histórica da harmonia cromática na criação e reprodução de imagens visuais
Israel Pedrosa - Artista Plástico e Cientista da Cor

5 de novembro - Divulgação e popularização da ciência nas políticas públicas
Laura Tavares - PR 5 - UFRJ

12 de novembro - A relação ciência, público e mídia: a necessidade do diálogo
Vera Cascon - Fundação CECIERJ

19 de novembro - Divulgação científica na TV
José Renato Monteiro - Mostra Ver Ciência - CCBB

26 de novembro - Teatro tem ciência?
Carlos Palma - Núcleo Arte e Ciência no Palco - SP

3 de dezembro - Cultura, ciência e tecnologia nos museus
Gilson Antunes - FIOCRUZ

10 de dezembro - Comunicação, ciência e futuro
Ieda Tucherman - Escola de Comunicação da UFRJ

Serviço completo:
Local: Auditório da CPM - escola de Comunicação da UFRJ
Av. Pasteur, 250 fds - Urca - RJ
Horário: 14:00h às 16:00h
Certificado: Aos participantes com 80% de presença

Mais informações com Setor de Extensão da ECO/UFRJ nos telefones 3873-5066 ou 2295-9449.

Divulgação: Elizabete de Cerqueira
Núcleo e Assessoria de imprensa da ECO/UFRJ

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
Cientistas na fogueira
A ciência sob pressão
Vítimas do conhecimento que acumulam, pesquisadores são perseguidos no Brasil e no exterior, enfrentando uma guerra contra seus direitos individuais
Por Júlio Wiziack


Única brasileira a receber o prêmio Manuel Velasco-Suarez, a mais alta honraria concedida pela Organização Panamericana de Saúde (Opas), a antropóloga Débora Diniz nem teve tempo para comemorações. Foi demitida da Universidade Católica de Brasília, onde lecionava, no mesmo dia em que colocou a mão no troféu concedido por seu trabalho na área de medicina fetal. O episódio, ocorrido há cinco anos, ganhou repercussão internacional, especialmente depois que a Pró-Vida, uma organização ligada à Igreja Católica, começou uma campanha contra a pesquisadora, a quem chamava de “a abortista”. Desde então, Débora teve de trocar quatro vezes o número de seu telefone e perdeu a conta das ameaças que recebeu (uma delas foi de morte). Depois de anos exigindo retratações, a especialista chegou no início deste ano à mais alta instância do Judiciário. Sua ação por danos morais corre no Supremo Tribunal Federal (STF). A justificativa: o desrespeito à liberdade de cátedra.


Criada na Alemanha por volta de 1830, a cátedra é um sistema que garante a um professor universitário autonomia de pesquisa, independentemente do local onde trabalha. Na prática, isso significa que ele não pode ser demitido nem pressionado para mudar sua linha de estudo. “A idéia é preservar a produção do conhecimento, livrando a ciência dos conflitos de interesse”, diz Flávio Edler, presidente da Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC).


Artigo na íntegra aqui.

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terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Darwin Day






Dia 12 de fevereiro é comemorado em todo o mundo o nascimento de Darwin, que aconteceu há 198 anos.


A Livraria da Travessa, pelo terceiro ano consecutivo, entra nas festividades hoje, com um debate na filial do Shopping Leblon.


Palestra e bate-papo

O que é a teoria da evolução?


com Diogo Meyer,
biólogo e doutor pela
Universidade da Califórnia

Dia 13 de fevereiro
terça-feira, a partir das 19h30

Livraria da Travessa
Shopping Leblon
av. Afrânio de Mello Franco 290 - 2º piso
tel.: 3138-9600
(estacionamento no local)
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Mais informações sobre o Darwin Day aqui.

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